Doenças crônica ou de difícil cura (por exemplo: câncer, fibromialgia, artrite reumatoide e hérnia de disco) que produzem estímulos nociceptivos ou neuropáticos contínuos podem ser responsáveis pela dor crônica. Lesões leves podem causar alterações nos receptores periféricos que levam os estímulos ao córtex cerebral, e isso pode causar a dor persistente, pois o cérebro entende que existe um motivo para a dor, mesmo na ausência do estímulo nociceptivo contínuo.
Com a sensibilização destes receptores, uma dor leve ou imperceptível, passa a ser de intensidade moderada a alta, o que para muitas pessoas se torna muito limitante e de grande intensidade.
Os fatores psicológicos também podem potencializar a dor persistente. Dessa forma, a dor crônica geralmente se torna desproporcional aos processos físicos identificáveis.
Na maioria dos pacientes, os processos físicos estão realmente envolvidos na manutenção da dor crônica. No entanto, fatores emocionais costumam desempenhar uma função importante no processo de desenvolvimento da dor.
Alguns pacientes precisam provar continuamente que estão doentes, o que chamamos de ganho secundário. Para estes pacientes a dor ou a percepção que não obtiveram a cura da lesão, promovem alguns benefícios como: obtenção de cuidados médicos, atenção familiar, ações judiciais, seguro desemprego, medo da perda do emprego atual, medo da perda da cobertura do convênio, entre outros, o que, de modo inconsciente, aumenta sua percepção à dor.
Este desejo inconsciente de permanecer doente pode, ao longo do tempo, realmente desenvolver o quadro ou a síndrome da dor crônica.
Por outro lado, a dor crônica pode causar ou exacerbar problemas psicológicos reais como: Síndrome do pânico, depressão e ansiedade que muitas vezes é difícil de diferenciar entre causa e efeito psicológico.


