Lombalgia crônica: saiba o que é e quais são as causas mais comuns

Lombalgia Crônica

A lombalgia crônica, uma condição prevalente na população mundial, apresenta-se como uma das principais causas de incapacidade e desconforto entre adultos.

Caracterizada por dor persistente na região lombar, esta patologia desafia tanto pacientes quanto profissionais de saúde devido à sua complexidade e impacto na qualidade de vida.

Por isso, decidi fazer esse artigo para esclarecer alguns aspectos fundamentais da lombalgia crônica, explicando suas causas e fatores de risco. Boa leitura!

O que é a lombalgia crônica?

A lombalgia crônica é uma condição médica caracterizada por dor na região lombar da coluna, persistindo por um período superior a 12 semanas, diferente da lombalgia aguda, cuja dor é temporária e muitas vezes relacionada a traumas ou lesões específicas.

Essa condição pode desenvolver-se gradualmente, muitas vezes sem uma causa inicial clara, e não apenas afeta fisicamente, mas também pode ter um impacto emocional e psicológico significativo nos indivíduos.

Há vários fatores que podem contribuir para o seu surgimento, como postura inadequada, esforço repetitivo, obesidade e até mesmo o estresse. Em alguns casos, a dor pode surgir sem uma causa física aparente, sendo influenciada por fatores psicológicos e emocionais.

No próximo tópico vou falar um pouco mais a fundo sobre quais são as principais causas e os fatores de riscos que contribuem para essa patologia.

Mas antes aproveite e leia também – Qual o impacto do sobrepeso nas articulações, e quais os tratamentos? Descubra!

Quais são as causas e fatores de risco?

As principais causas e fatores de risco que contribuem para a lombalgia crônica são:

  • problemas no disco vertebral;
  • artrose;
  • postura inadequada e esforço repetitivo;
  • fatores de estilo de vida;
  • fatores psicológicos;
  • fatores ocupacionais;
  • idade;
  • histórico médico e genética.

Problemas do disco

A degeneração dos discos intervertebrais, que ocorre naturalmente com a idade, pode levar a condições como hérnia de disco e doença degenerativa do disco, causando dor crônica.

Artrose

Condições como estenose espinhal (estreitamento do canal espinhal), espondilolistese (deslizamento de uma vértebra sobre outra) e osteoartrite espinhal contribuem significativamente para a lombalgia crônica.

Postura inadequada e esforço repetitivo

Má postura ao sentar, ficar de pé, levantar pesos ou durante o sono pode exercer pressão adicional na coluna lombar. Movimentos repetitivos no trabalho ou durante atividades esportivas também podem provocar ou agravar a dor.

Fatores de estilo de vida

Obesidade, sedentarismo e um estilo de vida geralmente inativo aumentam o risco de desenvolver lombalgia crônica, pois a falta de atividade física enfraquece os músculos que suportam a coluna.

Fatores psicológicos

Estresse, ansiedade e depressão são reconhecidos por exacerbar a percepção da dor e podem ser tanto uma causa quanto um resultado da dor crônica.

Fatores ocupacionais

Ocupações que exigem levantamento de peso, torção, vibrações (como operar maquinário pesado) ou longos períodos sentados ou em pé, aumentam o risco de lombalgia.

Idade

O risco de lombalgia crônica aumenta com a idade, especialmente após os 30 anos, devido à diminuição natural da flexibilidade e força muscular, além da degeneração dos discos espinhais.

Histórico médico e genética

Histórico familiar de problemas de coluna e experiências prévias de dor nas costas podem predispor a lombalgia crônica. Por isso, quem já tem predisposição genética precisa ter uma atenção especial a essa condição e ficar atento aos sintomas.

Quais os principais sintomas da lombalgia crônica e como afetam o dia a dia?

Os principais sintomas da lombalgia crônica, que inclusive afetam o dia a dia, incluem:

  • Limitação de atividades: atividades diárias comuns, como se abaixar, carregar objetos, ficar em pé ou sentar por longos períodos, podem se tornar desafiadoras e dolorosas;
  • Problemas de sono: a dor pode interferir na capacidade de conseguir uma boa noite de sono, o que, por sua vez, pode exacerbar a sensação de dor e fadiga durante o dia;
  • Impacto no trabalho: a capacidade de realizar tarefas no trabalho pode ser afetada, especialmente em empregos que exigem atividade física ou longos períodos de sedentarismo;
  • Vida social e lazer: a dor e o desconforto podem limitar a participação em atividades sociais e de lazer, contribuindo para o isolamento e possíveis sentimentos de frustração ou depressão;
  • Saúde emocional e mental: o manejo da dor crônica pode ser emocionalmente desgastante, levando a alterações de humor, ansiedade e depressão.

Portanto, essa patologia não afeta apenas a saúde física, mas também tem implicações profundas na qualidade de vida, bem-estar emocional e capacidade de participação em atividades diárias.

Leia também – 7 dicas de cuidados pós-cirúrgicos após uma cirurgia no quadril. Confira!

Qual o diagnóstico para essa patologia?

O diagnóstico inicia com uma avaliação clínica detalhada, onde o especialista examina o histórico médico do paciente e realiza um exame físico. Durante a consulta, o profissional busca entender a natureza da dor, sua duração, intensidade e quaisquer padrões ou atividades que exacerbam ou aliviam os sintomas. 

Além disso, o médico avalia a mobilidade da coluna, a presença de pontos sensíveis e verifica sinais de condições mais graves, como fraqueza muscular ou perda de reflexos, que podem indicar problemas neurológicos.

Em muitos casos, exames de imagem são solicitados para uma avaliação mais precisa. Raios-X, ressonâncias magnéticas ou tomografias computadorizadas podem ser usados para identificar anormalidades estruturais.

Esses exames são particularmente valiosos quando há suspeita de condições específicas que requerem intervenção cirúrgica ou quando a dor não responde aos tratamentos iniciais. Uma vez diagnosticados, então é proposto o melhor tratamento.

Quais os melhores tratamentos?

Os melhores tratamentos para a lombalgia crônica envolvem uma abordagem integrada que combina métodos físicos, farmacológicos e, em alguns casos, psicológicos, para gerenciar a dor e melhorar a qualidade de vida.

Inicialmente, tratamentos conservadores são frequentemente recomendados. Isso inclui fisioterapia, que desempenha um papel crucial no alívio da dor e na melhoria da função e mobilidade.

Exercícios de fortalecimento e alongamento, técnicas de mobilização, e orientação postural são componentes chave desses programas.

Intervenções farmacológicas também são uma parte importante do tratamento. Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são comumente prescritos para aliviar a dor e a inflamação.

Em casos de dor mais severa, podem ser considerados analgésicos mais potentes, como opioides, embora com cautela devido ao risco de dependência e efeitos colaterais. 

Para pacientes com dor crônica persistente que não respondem a tratamentos conservadores, procedimentos cirúrgicos podem ser explorados.

Estes são geralmente considerados como última opção, após uma avaliação cuidadosa, e podem incluir intervenções como fusão espinhal ou descompressão, dependendo da causa subjacente da dor.

Portanto, o tratamento da lombalgia crônica é personalizado e pode requerer uma combinação de diferentes modalidades, dependendo das necessidades e condições específicas de cada paciente.

Portanto, se você está com algum desses sintomas, e quer uma avaliação detalhada do seu caso, entre em contato comigo, Dr. Leandro Calil, terei um imenso prazer em fazer uma avaliação personalizada e propor o melhor tratamento possível.

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